domingo, 30 de novembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

HOMEM MÁQUINA

por Dayse Portela



O sistema capitalista surgiu na passagem da Idade Média para a Moderna, com o renascimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV e foi aí que surgiram as primeiras divisões em classes sociais, devido à posse de uma minoria e a carência de meios de produção da maioria.

Com o capitalismo nos tornamos novas pessoas, pessoas coisificadas e mecanizadas e passamos a ser apenas um objeto que deve ser explorado, nos preocupando somente em acumular riquezas, muitas vezes abrindo mão dos amigos e até da família para se dedicar ainda mais ao trabalho.

As desigualdades sociais se acirraram ainda mais, a diferença entre pobres e ricos aumentou consideravelmente. Há quem defenda que ao contrário da época do feudalismo, existe a possibilidade de mobilidade social, mas isso, geralmente, só vemos na teoria, pois tirando casos raros como o do empresário Sílvio Santos, é bastante difícil um filho de pais pobres, que estudou a vida inteira em escola pública com um ensino de péssima qualidade, conseguir algum dia se dar bem na vida e tornar-se um empresário de sucesso.

Atualmente, somos apenas meros “meios” de enriquecer nossos patrões aumentando os lucros dos grandes empresários, e nossos políticos sabem disso, mas seu interesse não é mudar essa realidade, pelo contrário, afinal, desta forma, fica muito mais fácil controlar seus interesses patrimonialistas, já que sem educação de qualidade fica bem mais difícil que o povo entenda e discuta sobre as graves consequencias do capitalismo para suas vidas.

http://www.suapesquisa.com/capitalismo/

Entenda como funciona o capitalismo: http://www.diaquente.com/wp/wp-content/uploads/2007/10/sacou_capitalismo.gif

terça-feira, 4 de novembro de 2008

PIAUÍ EM RITMO DE SAARA



Por Dayse Portela


Em uma época em que todos discutem o triste futuro do mundo, devido ao mau uso dos recursos oferecidos pelo meio ambiente, a desertificação é uma vertente que vem preocupando bastante a todos, principalmente a nós piauienses, pois a cidade de Gilbués é considerada um Núcleo de Desertificação pelo PNCD, Plano Nacional de Combate à Desertificação.

O município se encontra a, aproximadamente, 800 km ao sul de Teresina e é conhecida mundialmente por estar inserida em uma área degradada de em média 300.00 hectares, a maior do país.

Gilbués é um exemplo claro de como ações antrópicas alteram profundamente as características naturais de um local, não só pela grande extensão, mas também pelo seu acelerado processo de deterioração, o que implica na perda de capacidade produtiva das terras, êxodo rural e extinção de espécies nativas.

Muito se discute sobre a preservação da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica, mas e o semi-árido, a caatinga e o cerrado, que os protege? Com certeza não é o Núcleo de Pesquisa de Recuperação de Áreas Degradadas, Nuperade, órgão criado pelo Governo do Estado, que trouxe uma contribuição irrisória, já que a área de desertificação no Piauí continua a casa dia se alastrando ainda mais. O Governo Wellington Dias demonstra seu grande descaso no que se refere à pesquisa e à recuperação das áreas degradas, não dando quase nenhum incentivo financeiro.

É necessário mais empenho, não apenas do Governo, é verdade, mas também dos próprios moradores das áreas que sofrem com a transformação do solo fértil em área improdutiva. A mudança nos seus hábitos diminuiria consideravelmente a expansão da deterioração do solo, afinal os maiores beneficiados seriam eles mesmos.

Havendo uma união entre Governo, habitantes e pesquisadores é possível uma regeneração do solo, contudo deve-se implantar uma política, principalmente, preventiva, que apesar de agir a longo prazo, nos certificará que o trabalho e o erário não estão sendo jogados fora.


http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/10/29/caatinga_esta_sendo_destruida_mais_rapido_do_que_amazonia_diz_minc-586170510.asp

http://www.youtube.com/watch?v=dlRcy75VUmc

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

IMPERÍCIA OU NEGLIGÊNCIA?

Por Dayse Portela


Eloá Pimentel, de 15 anos de idade, foi mantida como refém durante cinco dias pelo ex-namorado, Lindemberg Fernandes, em um apartamento na cidade de Santo André, na região metropolitana de São Paulo. A adolescente foi baleada durante a invasão policial no cativeiro, morrendo horas depois.

Na realidade este é mais um trágico acontecimento brasileiro que dispensa maiores apresentações, a diferença é que a culpa desta vez recaiu sobre o assassino, Lindemberg, que disparou o tiro fatal, e sobre a polícia paulista, considerada em muitos meios de comunicação como desastrada, relapsa e até mesmo negligente.

O jornal português Correio da Manhã foi um dos que enfatizou a ação da polícia paulista. De acordo com o periódico, a ação foi considerada desastrada, responsabilizando a polícia pelo trágico desfecho que ocasionou a morte da adolescente.

Há um conflito muito grande entre a justificativa dada pela polícia para invadir o cativeiro e a declaração de repórteres que cobriam o caso do lado de fora do apartamento. Segundo os policiais, eles só invadiram o local após ouvir tiros vindos do apartamento. No entanto, os jornalistas presentes no momento da invasão afirmam que os tiros só foram disparados depois da invasão policial no apartamento.

Este foi apenas mais um dos erros cometidos pela inexperiente polícia brasileira. Também podemos citar o fato de permitir que Nayara Vieira voltasse a ser vítima de Lindemberg, sendo reintroduzida no cativeiro, além da perceptível demora na invasão do apartamento, que deveria ter sido feita pela janela e pela porta no mesmo momento, deixando o seqüestrador sem ação.

Até mesmo o Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, reconheceu o erro e afirmou que este é um exemplo para que a polícia brasileira faça uma revisão na maneira que realiza suas operações e passe a capacitar melhor seus agentes, sobretudo, em casos de negociações que envolvam reféns.


http://www.youtube.com/watch?v=Apgi-e_ZwRY&feature=related